Nuvens correndo num rio
Quem sabe onde vão parar?
Fantasma do meu navio
Não corras, vai devagar!
Vais por caminhos de bruma
Que são caminhos de olvido.
Não queiras, ó meu navio,
Ser um navio perdido.
Sonhos içados ao vento
Querem estrelas varejar!
Velas do meu pensamento
Aonde me quereis levar?
Não corras, ó meu navio
Navega mais devagar,
Que nuvens correndo em rio,
Quem sabe onde vão parar?
Que este destino em que venho
É uma troça tão triste;
Um navio que não tenho
Num rio que não existe.

Natália Correia
Nada é tão alegre como a Vida, nada é tão real.
ResponderEliminarLindo!
ResponderEliminarGostei muito. Obrigada.
Aplica-se a expressão da vida a correr por entre os dedos. Sei o que é vou fazer tudo para que não volte a acontecer.
ResponderEliminarImagem linda das nuvens que correm nos rios, o etéreo que se dissipa no elemento líquido, ambos impossíveis de represar.
Nós não prendemos o tempo da nossa vida, ele passa, por isso temos de ouvir o nosso Horácio: carpe diem.
Oscula